sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Presídio Aníbal Bruno, no Recife, é pior penitenciária do Brasil, diz CNJ


Com três vezes mais detentos que a capacidade, o presídio Aníbal Bruno, no Recife, está sendo considerado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a pior penitenciária do Brasil.
O local abriga hoje 4.493 presos, mas tem vaga para apenas 1.448 homens. Devido à falta de espaço, os reeducandos passam a maior parte do tempo soltos pelos corredores e pelo pátio.
A desorganização é tamanha, que alguns detentos construíram barracões de madeira na área externa que hoje servem de celas. Dentro do presídio também há comércio de frutas, cigarros e outros produtos.
Segundo o juiz Éder Jorge, um dos coordenadores do mutirão carcerário do CNJ, os detentos precisam revezar para dormir porque não há espaço para todos. “Se enfileirarmos todos os reeducandos em pé dentro das celas, não se consegue fechar as grades”, disse Jorge.
Devido aos graves problemas constatados, o magistrado classificou o Aníbal Bruno como o “pior presídio do Brasil” e comparou a situação atual do presídio com a antiga Casa de Detenção de São Paulo, o extinto Carandiru [desativado e demolido parcialmente em 2002].
O juiz disse ainda que o Aníbal Bruno conta com apenas cinco agentes por plantão para vigiar os mais de 4.000 presos. “A situação do Aníbal é de total descontrole. O presídio ainda utiliza alguns reeducandos para tomar conta das chaves das celas. Isso não pode existir”, afirmou o juiz.

Sem água potável nem médico

Mas os problemas no Aníbal Bruno não se resumem à falta de espaço. O CNJ constatou ainda condições insalubres dos detentos, como a falta de água potável – os presos bebem água diretamente da torneira – e falta de atendimento médico. “Recebemos também denúncias de torturas”, informou Jorge.
“O Aníbal é o maior presídio da América Latina em número de reeducandos presos. São quase 5.000 presos num espaço para 1.400. Somente o Carandiru superaria esses números. É lamentável o Estado de Pernambuco ainda ter um presídio com essa classificação”, afirmou o juiz.
Segundo o magistrado, o prédio do Aníbal Bruno precisa urgentemente passar por uma reforma e ampliação para abrigar os reeducandos. “Quando entramos no Aníbal, logo na entrada dá para sentir o odor fétido e o calor. Os presos vivem em condições desumanas, sem higiene, sem programas de inserção social.”
Fonte: UOL Notícias & Camocim Online
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