quarta-feira, 14 de março de 2012

A venda de cigarro com sabor é proibida no País


Brasília


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de aditivos em cigarros e derivados de tabaco. Com a decisão, tomada ontem em reunião da diretoria do órgão, os fabricantes deverão parar de incluir sabores como menta, chocolate, canela e frutas nos produtos vendidos no país.

As marcas de cigarro com sabor representam 22% das que estão à venda no país. Em vendas, os mentolados respondem por 3% do total. Para a diretoria da Anvisa, os aditivos funcionam como chamariz para os jovens. Os sabores atraem e fidelizam o consumo, mascaram o gosto ruim, diminuem a tosse, facilitam a tragada e ajudam a desenvolver dependência.

O documento da agência prevê 12 meses para alteração de rótulos e do processo produtivo dos cigarros e seis meses para a retirada dos itens do mercado.

Cigarrilhas, fumo para narguilés ou qualquer outro tipo que use o gosto artificial para "mascarar o sabor e aroma" do tabaco entrarão no rol dos que terão a fórmula modificada. Para esses casos, o prazo de ajuste será mais longo, de 18 meses para adaptação e mais seis meses para retirada do mercado.

A regra se estende inclusive para produtos importados, que só poderão entrar no Brasil se respeitarem as novas determinações do governo.

Aditivos
Segundo levantamento da Anvisa, há hoje cerca de 600 aditivos na produção do cigarro. Com a resolução, apenas oito continuam liberados: adesivos, agentes aglutinantes, agentes de combustão, coadjuvantes de tecnologia, pigmentos, glicerol e propilenoglicol e sorbato de potássio. O oitavo aditivo é o açúcar.

A perspectiva de que o açúcar pudesse ser vetado gerou grande polêmica. A indústria defendeu que a produção no país ficaria inviável sem a substância, já que o açúcar perdido na secagem da folha precisa ser reposto em praticamente todos os cigarros brasileiros, que usam o método do "American Blend". Caso contrário, o gosto amargo fica muito forte.

Após o anúncio da decisão da Anvisa, o diretor-executivo da Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo), Carlos Fernando Costa Garlant, disse que ainda não sabe calcular o prejuízo com a mudança. "Precisamos nos reunir com nossos associados para fazer uma avaliação", disse.

Fonte: Camocim Online e Diário do Nordeste 
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