segunda-feira, 25 de março de 2013

Dilma e Eduardo protagonizam torneio de sapos



Ser político, como se sabe, é engolir sapos sem ter indigestão. Adversários cordiais, Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) protagonizaram nesta segunda-feira (25) um intercâmbio de batráquios, um mais indigesto do que o outro. O palco foi montado na cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, onde a dupla converteu a inauguração do trecho de uma adutora em teatro pré-eleitoral.

Coube ao governador pernambucano dirigir-se à plateia em primeiro lugar. Em um dado momento, o socialista insinuou que Dilma deve algo ao PSB. “O nosso conjunto político não tem faltado ao Brasil e nem tem faltado apoio político ao governo de vossa excelência.” Com o sapo atravessado na traqueia, a visitante valorizou as parcerias, mas pediu parceiros confiáveis.

Dilma disse que o Brasil é complexo e realçou a importância das coalizões partidárias. “Nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país dessa complexidade. Precisamos de parceiros, precisamos que esses parceiros sejam comprometidos com esse caminho”, disse a petista.

Antes, sabendo-se observado de esguelha por Dilma e pelo PT, Eduardo falou da necessidade de aceitar com naturalidade o contraditório. “Conheço o fel da discriminação dos que não reconhecem a importância do debate, de chegarmos a consensos que possam embalar o futuro do país. Há a necessidade de respeitar as diferenças de somar aos contrários.”

Dilma parece pensar de outro modo. Para ela, quem não está alinhado com o projeto de poder do PT tem pouco apreço pelo Brasil. “Nós todos aqui temos a tarefa de sustentar esse projeto de nação. E esse projeto tem duas fontes de força e energia. Primeiro é a força do povo. E segundo, é o imenso amor pelo Brasil que esses nossos parceiros têm demonstrado a esse projeto.”

Como que antevendo o que seria dito depois que passasse adiante o microfone, Eduardo cuidara de recordar a Dilma que as digitais dele também estão impressas no troféu erguido por ela em 2010. “Pernambuco lhe recebe com a mesma atenção de sempre, com o respeito que lhe tributamos, desse Estado que lhe recebeu e lhe ajudou a ser presidente da República.”

Para não parecer ingrato, o governador reconheceu a ajuda de Brasília. Mas, nas entrelinhas, disse que Dilma poderia ter feito muito mais. “Quero agradecer desde já a parceria que temos. Muitas deles que vêm de anos, iniciadas com o grande brasileiro, que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Quem observa a cena fica com a impressão de que, se a eleição presidencial não fosse em dois turnos, Dilma Rousseff talvez nem cumprimentasse Eduardo Campos.

Blog do Magno tendo por fonte o Blog do Josias
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